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 : Brasil pagou mais caro
Enviado por fenafisp em 08/09/2009 12:44:52 (1233 leituras)

Correio Braziliense
Economia
08/09/2009 

Brasil pagou mais caro

O Brasil gastou o equivalente a 5,6% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em incentivos fiscais para tirar a economia da recessão provocada pelo estouro da bolha imobiliária americana. Trata-se de um custo, em termos percentuais, maior do que o arcado pelos Estados Unidos (5,5%), França (1,5%), Reino Unido (1,9%), Japão (4,7%) e a média dos países emergentes (4,7%) em pacotes de ajuda ao setor produtivo. As comparações foram feitas pela Organização das Nações Unidas (ONU), que considerou, porém, as ações governamentais essenciais para evitar o colapso total da economia global.
Essa avaliação também foi feita pelos presidentes dos 25 maiores bancos centrais (BCs) do mundo, que se reuniram na Basileia, Suíça. Eles concluíram que a economia mundial dá claros sinais de estabilização. “A conclusão do encontro é de que já há sinais de que o fim da recessão está se aproximando”, disse o presidente do BC brasileiro, Henrique Meirelles. Esse sentimento, no entanto, não significa que chegou a hora de baixar a guarda e de reverter os incentivos dados pelos governo. Na opinião de Meirelles, o planeta encara, agora, um quadro de alto risco e de incertezas, pois o sistema financeiro global ainda não voltou à normalidade e seria imperdoável permitir uma nova crise.
Para Meirelles, existem hoje dois grupos de países. De um lado, estão os que apresentam sinais de que o fim da recessão está próximo, mas nos quais existe o risco de um novo tombo. De outro, estão os países em que se reconhece a trajetória de recuperação mais sólida. É desse grupo que faz parte o Brasil, cujo Produto Interno Bruto (PIB) cresceu até 2,2% no segundo trimestre ante o primeiro — o número oficial será divulgado na próxima sexta-feira.

Inflação
Outro foco de preocupação é com os bancos, especialmente os da Europa e dos Estados Unidos, que ainda não reconheceram todas as perdas que tiveram a partir do estouro da bolha imobiliária americana. Várias instituições de pequeno e médio portes dessas regiões não tiveram o capital reforçado nem foram submetidas aos chamados testes de estresses para conferir se conseguem passar por novas turbulências. Segundo Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve (Fed), o BC dos EUA, os bancos americanos não escaparão de um novo reforço de capital. “Eu acredito que o sistema financeiro precisa de um amortecedor maior do que tem atualmente”, afirmou, conforme a Reuters.
Ele ressaltou, porém, que os BCs terão de ser cuidadosos quanto ao desmonte das políticas monetárias e de injeção de capital nos bancos. A reversão terá de ocorrer antes que o mundo volte a se defrontar com a inflação. Por enquanto, segundo ele, a inflação deve cair até a primeira parte de 2010.

Caixa forte
O fim das receitas inflacionárias logo depois da edição do Plano Real, em 1994, provocou uma onda de quebradeira de bancos no Brasil. O governo foi obrigado a socorrer uma série de instituições privadas, por meio do Proer, e públicas, pelo Proes. O Banco Central ainda tem a receber quase R$ 30 bilhões da ajuda que deu ao sistema e o Tesouro Nacional lançou como perdidos mais de R$ 100 bilhões. (VN)


Crédito aos consumidores
Ação dos bancos públicos foi fundamental para manter oferta de recursos durante a crise
Ago/08 375,208
Set/08 384,329
Out/o8 391,161
Nov/08 391,004
Dez/08 394,287
Jan/09 399,192
Fev/09 403,793
Mar/09 410,968
Abr/09 416,792
Mai/09 428,160
Jun/09 435,092
Jul/09 442,306

Fonte: Banco Central


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